quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Camisola amarela

Temos o grande e honroso prazer de anunciar o Três Minis como o justo vencedor da camisola amarela do dia 28 de Janeiro de 2009. Para arrecadar o troféu o indivíduo presenteou-nos com vários laivos de genialidade, verdadeiros hinos ao bom humor circunstancial que ainda se faz em Portugal.

Passemos à narrativa:

Chega ao Carpe Noctem completamente estrumado e senta-se no colo do Fred (que, note-se, estava com a namorada ao lado) e demonstra efusivamente o seu grande carinho por ele com afáveis beijinhos na face, sempre insistindo num amoroso abraço, qual torno de metal. Contudo mostra-nos que é afecto à poligamia, ao fazer avanços perante o Taxa com as palavras "Mas todos sabem que eu só tenho olhos para o Taxa" rematando o piropo com um beijinho wireless.

Procedeu então à compra de um maço de tabaco, no decurso da qual mirou a máquina com uma nota de cinco euros na mão como se de um mausoléu se tratasse, e pose que manteve durante uns bons dois minutos. Tenta então introduzir a dita nota na dita máquina, feito que se provou de uma dificuldade titânica, diria mesmo impossível. Após frustração atrás de frustração, desistiu, mas, que nem fénix renascida das cinzas, e num raro rasgo de consciência (caso solitário na longa provação que foi a noite deste extraordinário exemplar de "homem") tirou as moedas da algibeira e finalmente comprou o almejado maço de tabaco.

Não satisfeito, abraça-se ao Taxa e tenta persuadi-lo a tomar parte na festa particular responsável por este degradado estado de consciência do próprio senhor. Relutante, o Taxa aceita, e tenta ajudar o Três a sair do café. Erro que o Taxa viveu para se arrepender. Numa épica batalha contra as forças da gravidade (que toda a gente achava no mínimo ridícula), cambaleou por cima das mesas (e das pessoas, obrigando o Taxa a desculpar-se a toda a gente a cada três passos) e aí protagonizou o culminar de toda a performance quando, ao passarem duas esbeltas meninas de boas famílias, e enlevado por um surto de inspiração repentina, diz, para toda a gente ouvir, "ÉS POUCO BOA ÉS". Genial. Senhores da contrução civil, tirem apontamentos e deixem de ser meninos, o Minis chegou!

A caminho da malfadada festa ainda encetou conversa com um amigável grupo de ciganos que pareciam prontos e com grande vontade de esfaquear o Taxa e o próprio Minis. Tirem a lição, podem estar estrumados a um ponto que nem vocês sabem onde estão nem tão pouco quem são, mas nunca deixem as boas maneiras e o comportamento sociável para trás.

Chegados à festa o pobre Três ainda arranjou tempo, vontade e maneira de brilhar como um foco de luz na escuridão tempestuosa e glaciar ao empenar por completo o varão do cortinado da banheira das anfitriãs. Como fez isso? Nem ele sabe, quanto mais... diga-se de passagem que nem mãos nem pés interferiram neste miraculoso evento.

Durante o rendez-vous no andar das nossas amigas, alguns dos convidados, incluindo o Taxa, num espírito de desportivismo, jogavam às capitais a troco de bebida. O Minis bem que tentou juntar-se ao grupo, mas o seu estado cognitivo não lhe permitiu grande façanha no jogo, e retirou-se enfadado, ficando como observador casual. Ao chegar o Lino à beira dele, e em tom de desabafo, exclamou, apontando para os atletas: "Camdada de estúpidos. São tão estúpidos!" A sua proficiência da Língua Portuguesa espantou novos e velhos.

A noite continuou e com ela as proezas do nosso herói, mas hão-de compreender que nós também tínhamos de nos hidratar, sacrificando a nossa própria sobriedade em prol da sede, facto que talvez seja responsável pelo esquecimento de algumas aventuras do nosso caro amigo, mas com os nossos esforços conjuntos conseguimos salvar algumas preciosas recordações.

Já no BA, e cansado de todas as peripécias das quais foi parte, o nosso herói aproveitou um tempinho para um merecido descanso, queimando as poucas fichas que lhe sobravam. Só é pena ter ficado a dormir nas escadas do BA. Em retrospectiva, achamos que seria possível encontrar um sítio mais propício, mas em tempo de guerra todo o buraco é trincheira. Ainda encontrou tempo de reafirmar a sua activa e vivaz sexualidade quando se vira para o Lino e diz "É mesmo boa", apontando para a frente. Azar do caralho, à frente dele encontrava-se apenas o Taxa. Achamos que o pobre rapaz se encontrava confuso, e talvez este comentário fosse dirigido a outra pessoa, quiçá mesmo uma mulher, que por ali tivesse passado, mas a condição do rapaz não lhe permitiu verbalizar em tempo real.

Claro que há outras aventuras, mas o blog é grande e já estamos cansados de escrever.

Mas isso são outros sete contos.

Na leitura deste texto, o Minis, do alto do seu pedestal e pleno de razão exclama:

"Vocês estão a denegrir a minha imagem"

A perspicácia nunca lhe faltou, de facto...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Simplesmente genial!

Parece mentira e é mesmo mas ele não acredita! Durante 40 minutos nosso querido amigo debateu sobre a tese do "SUICIDIO INVOLUNTÁRIO", supostamente alguem que se mata sem ter a intenção do mesmo..
Citando-o:
"O actor que fez de joker, do ultimo filme do batman, praticou suicidio involuntário ao usar drogas até ter uma overdose, morreu involuntáriamente";
"Está uma um gajo com uma arma vira-a pra ele por uma razão qualquer e acidentalmente carrega no gatilho, morre mas é involuntário";
"Cortares os pulsos e acabares morto (aqueles que o fazem pra xamar a atenção)";
Estas foram os exemplos usados por ele pra corroborar a sua tese!
Com estas declarações é só necessario tirar conclusões!

E esta hein?!